quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Obesidade, a epidemia do séc. XXI

O que é?
É um excesso de massa gorda no corpo. Resulta de um desequilíbrio entre uma alimentação muito rica em calorias e uma prática insuficiente de actividade física. Em Portugal, a taxa de prevalência de obesidade é de 33% nos jovens de 12 a 13 anos, 28% nos jovens de 14 a 15 anos e 25% de 16 a 18 anos.

A OMS considera, desde 1998, que a obesidade é uma epidemia.Há no mundo um bilião de adultos muito gordos, 300 milhões dos quais são obesos. Actualmente, o número de indivíduos que sofrem de excesso de peso ultrapassou o número de pessoas que passam fome.

Números alarmantes:
Os problemas de peso atingem praticamente um em cada duas pessoas e os adolescentes não ficam de fora. Constatamos hoje que os jovens são muito mais corpulentos que os seus pais o eram quando tinham a mesma idade. Este facto continua a aumentar em Portugal, em especial nas mulheres.

Causas associadas:
A hereditariedade, problemas hormonais, certos medicamentos e dietas muito severas podem favorecer o aumento do peso. Actualmente o principal motivo do aumento de pessoas obesas entre os europeus baseia-se no seu estilo de vida. Embora quando questionadas, quase todas afirmem praticar algum exercício ao ar livre, apenas 1/4 a afirma praticar uma actividade física intensa. Deves ser sempre muito vigilante porque a obesidade tem efeitos graves para a tua saúde.


Calorias a mais e desporto a menos:
Quando consomes muitas gorduras (óleos, manteigas...), doces, refrigerantes e não praticas desporto, o teu organismo recebe mais do que aquilo que depende e começa a armazenar. Um cálculo simples, o IMC (índice de massa corporal), dá-nos uma evolução da corpulência dos seus eventuais riscos para a saúde. Basta dividir o teu peso em quilos pela tua altura em metros elevado ao quadrado.
Por exemplo, para 55kg e 1,63m: 55:(1,63)^2= 55:2,66=20,7
Se o resultado é superior a 15, já estás com peso a mais. Um índice superior a 30 é já o início de um caso de obesidade.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Alimentação equilibrada

10 Recomendações para uma alimentação equilibrada:
1. Inicia sempre o teu dia com um pequeno almoço saudável: o pequeno-almoço deve incluir três grupos de alimentos: fruta, lacticínios e cereais. Antes de sair de casa, beba um copo de leite ou um iogurte e cereais de pequeno-almoço ou uma fatia de pão integral com queijo ou fiambre; acompanhe com fruta à sua escolha.


2. Faz uma pausa para lanchar, evitando estar mais de 3 horas e meia sem comer: Lanches ligeiros a meio da manhã e da tarde, entre as refeições principais, permitem controlar melhor o apetite. Fazer de 5 a 6 refeições durante o dia obriga-nos a comer menos em cada refeição já que se estará a fraccionar mais as refeições;


3. Inicia a refeição com hortaliças e legumes. Consume sopas, saladas e hortícolas diariamente: Crus ou salteados, as verduras e legumes devem estar sempre presentes nas refeições. Estes alimentos são excelentes fornecedores de vitaminas, minerais e fibras; além de ajudar o intestino a funcionar melhor, diminuem a sensação de fome, principalmente se forem consumidas no início das refeições.
Ao cozinhar os legumes, prefere o sistema "a vapor", ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita adição de gordura. Aproveitar o sabor de cada legume.


4. Bebe líquidos: Água, chá, infusões e sumos naturais são as melhores opções para hidratar o teu organismo. Recomenda-se 1,5 a 2 litros por dia - o equivalente a 8 ou 10 copos. Parece muito? Mas lembra-te a água é o principal componente do nosso organismo;


5. Faz preferência a fruta como sobremesa e nos intervalos entre as refeições: Recomendam-se cerca de 3 a 5 porções de fruta por dia. Elas encaixam-se perfeitamente em todas as refeições: ao pequeno-almoço, lanches entre as refeições ou como sobremesa. Deves fazer preferência às frutas e verduras da época;


6. Controla o consumo de sal e evita alimentos salgados: Evita o excesso. Reduz a quantidade de sal adicionado aos alimentos e evita alimentos muito salgados (ex: presunto, alguns tipos de queijo), pois eles aumentam a pressão sanguínea, aumentando o risco de desenvolver hipertensão. Para temperar e dar um toque especial aos teus pratos explora combinações de ervas aromáticas e especiarias;


7.Evita os fritos: São melhores os alimentos cozidos, assados sem adição de gorduras e os grelhados. As frituras podem ser consumidas, mas desde que seja esporadicamente;



8. Experimenta novos alimentos: Se só de pensar em alimentos integrais, frutas, grãos, soja, peixes e verduras começas a perder o ânimo - está na hora de rever os teus hábitos! É cada vez mais conhecido o benefício destes alimentos para a saúde. Se não tens o hábito de experimentá-los, uma forma de o fazer é adicionar estes produtos aos teus alimentos habituais. Além de enriquecer a tua alimentação, conhecerás novos sabores;


9.Mastiga devagar: Mastigar bem os alimentos ajuda no controlo da saciedade e da digestão. Por isso, saboreia os alimentos e delicia-te com o seu aroma, gosto, temperatura e textura. O ideal é que cada garfada seja mastigada umas 20 vezes, isso ajuda ao cérebro a receber a mensagem mais rápido da saciedade;


10. Consome de preferência peixe e carnes magras: Sempre que possível come carne branca; frango ou peixe (assado, cozido ou cru), ao invés de carne vermelha.


Nota: Lembra-te que não existem alimentos proibidos!
Podes e deves comer de tudo um pouco, desde que prevaleça o bom senso e a moderação.
Uma alimentação correcta satisfaz a sensação de fome e previne doenças.
Utiliza o potencial de cada alimento para ter saúde e longevidade com qualidade de vida.
Recorda também que uma alimentação saudável deve ser sempre acompanhada de actividade física regular: anda a pé pelos menos 30 minutos por dia.

Alimentação equilibrada

Alimentação equilibrada – Definição:

Uma alimentação equilibrada é aquela que fornece a quantidade suficiente de nutrientes para o bom funcionamento do nosso corpo e mente, mantendo a nossa saúde. Os nutrientes que todo ser humano necessita são as proteínas, os carbonatos, as vitaminas e sais minerais, as gorduras, as fibras e a água.
Como o próprio nome indica, equilíbrio é a base da alimentação equilibrada. Nada de excessos ou radicalismos. O bom senso é um excelente guia na escolha da alimentação: incluir alimentos variados, conhecer a origem do que come, armazenar e preparar os alimentos de modo a conservar os seus nutrientes, tudo isso ajuda a manter uma alimentação equilibrada. É importante não exagerar, mas não é preciso excluir nenhum alimento.


Os nutrientes e onde estes se encontram:

As proteínas formam e regeneram os tecidos do nosso corpo: músculos, pele, sangue, etc. Podem ser de origem animal ou vegetal e estão presentes em carnes, peixes, ovos, lacticínios, feijões e sementes e nozes. Aconselha-se um consumo diário de 0,75 gramas por quilo de peso corporal (naturalmente, há que ajustar a porção à idade, ao sexo e às características individuais).
Os hidratos de carbono fornecem energia não só para nossas actividades do dia-a-dia como para os próprios processos internos do nosso corpo. As suas maiores fontes são os pães, cereais e raízes. A dose mínima recomendada é de 100 a 150 gramas de hidratos de carbono por dia.
As vitaminas e sais minerais controlam e regulam as actividades de nosso metabolismo e mantém a saúde dos nossos órgãos e tecidos. Estão presentes em vários alimentos, incluindo carnes, leite e cereais, as suas maiores fontes são as frutas, verduras e legumes. Não fornecem energia, mas são essenciais ao bom funcionamento do organismo.
As fibras auxiliam a manter o nosso corpo livre de toxinas e substâncias em excesso. Contribuem para a prevenção da obstipação e de certos tipos de cancro e ajudam a equilibrar o colesterol. Feijões, cereais integrais, frutas e hortaliças são ricos em fibras.
A água mantém o equilíbrio de sais e o bom funcionamento do organismo. Para isso, devemos beber água e outros líquidos (1,5 a 2 litros por dia), além de ingerir alimentos ricos em água.
As gorduras são uma importante fonte de reservas de energia e imprescindíveis no fornecimento de vitaminas lipossolúveis e de alguns ácidos gordos. O ideal é que a quantidader diária de calorias provenientes de gorduras não ultrapasse os 30%.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Toxicodependência

O QUE É?
Refere-se a um estado de dependência psicológica e física originado pelo consumo repetido de uma substância psicoactiva, caracterizado pela procura e consumo compulsivo, por vezes descontrolado de drogas que persiste mesmo tendo em conta consequências negativas extremas. A procura de drogas torna-se compulsiva em larga medida como resultado dos efeitos de um uso prolongado no funcionamento cerebral e, em consequência, no comportamento.
Para muitas pessoas a dependência torna-se crónica com possíveis recaídas após longos períodos de abstinência.

O CAMINHO PARA A TOXICODEPENDÊNCIA:
A dependência da droga para um toxicodependente não é vista como um suicídio ou uma fuga mas como uma paixão amorosa, obsessiva, absoluta que toma conta completamente do espírito deixando de lado todo o resto. A droga torna-se o único compromisso e o único companheiro. Eis a Toxicodependência, um mundo no qual nada parece modificar os hábitos e o desejo de consumir drogas.

REFLEXÕES:
As necessidades de satisfação imediata e a incapacidade de encarar as frustrações, são dois aspectos constantes de um candidato a toxicodependente; o interesse por algum desporto, uma paixão artística ou cultural deixam pouco espaço à droga; é necessário ter cuidado com as instituições e pessoas de boa vontade que pioram a situação sem a resolver.

O ADOLESCENTE E O TOXICODEPENDENTE:
A quase todos os adolescentes foram oferecidos drogas e mais de um em cada quatro admite de as ter consumido em alguma ocasião.
Há ambientes e ocasiões que parece impossível para um jovem se recusar a consumir droga.
O aumento da ilegalidade aumenta ainda mais o desejo por experimentar droga.

ESTATÍSTICAS:
Em Portugal estudos de prevalência e padrões de consumo problemático de drogas aponta para uma estimativa do número de consumidores de drogas injectáveis, entre 29620 e os 43966, o que corresponde a uma taxa de 4,3 a 6,4 de utilizadores de drogas injectáveis por 1000 habitantes entre 15 e 64 anos de idade.